Encarando as crises – Lc 24:13-43
Era domingo, terceiro dia após a morte de Cristo. As mulheres já haviam voltado do sepulcro trazendo a notícia e a mensagem para os discípulos. Segundo elas, os discípulos deviam “esperar na Galiléia” (Mat. 28:7)
O texto mostra o caminho de dois dos discípulos de Jesus a um lugar chamado Emaús naquele mesmo fatídico domingo. O texto lido bem como os outros evangelhos nos levam a entender que esses dois estavam com os demais discípulos quando Joana, Madalena e Maria voltaram do túmulo. Eles haviam ouvido o relato. Sabiam daquilo que elas afirmavam ter visto e ouvido. Mas Cleopas e seu companheiro pareciam perplexos enquanto caminhavam. Frustrados. Mal podiam acreditar que aquele homem incrível que acompanharam havia morrido. Aquele que dava vida, não pôde guardar a sua. Havia uma desesperança e decepção profunda em seus corações, pois já era o 3º dia desde a morte de Jesus. Não sabiam o que seria dos seus seguidores dali pra frente. Havia também falta de fé e desconhecimento das Escrituras. (17-24).
Aqueles irmãos atravessavam uma forte crise. E no meio dessa crise, resolvem seguir seu próprio caminho. Todos os demais estavam na Galiléia, mas eles resolvem ir em direção à Emaús. A Igreja estava reunida em outro lugar. Mas assim mesmo eles pensaram que o melhor era seguir um novo caminho, não havia o porquê está lá, junto com aqueles outros discípulos.
Pedro, aquele que negou, estava lá. Tomé, o que duvidava, também. Os demais ainda que meio temerosos foram também pra Galiléia. Mas Cleopas e o outro resolveram abandonar os outros e seguir outro caminho, pois a dor e a desilusão eram profundas demais.
Pedro, aquele que negou, estava lá. Tomé, o que duvidava, também. Os demais ainda que meio temerosos foram também pra Galiléia. Mas Cleopas e o outro resolveram abandonar os outros e seguir outro caminho, pois a dor e a desilusão eram profundas demais.
As crises nos levam sempre a achar que o melhor caminho é nos enclausurar. Fechar-nos como uma ostra. Desistir. Entregar os pontos. Abandonar a corrida.
Mas diferente de tudo isso, as crises devem nos levar a buscar mais a Casa do Senhor e o Senhor da Casa. Jesus disse que “Não necessitam de médico os que estão sãos, mas, sim, os que estão enfermos” (Lc. 5:31). Igreja é o lugar pra se tratar das feridas da alma, enfrentar as crises e dificuldades, atravessar os imensos desertos da vida. Não adianta fugir da realidade. Quando a reconhecemos e a encaramos junto com o Senhor, tudo fica menos difícil. O lugar daqueles dois discípulos era justamente com os Onze! Naquele momento, mais do que nunca eles deviam estar juntos! “Levai as cargas uns dos outros, e assim cumprireis a lei de Cristo”. (Gál. 6:2).
Quando então percebem que Jesus caminhava com eles e os orientava, resolvem voltar pra Galiléia. Nos momentos de crise extrema, Cristo sempre caminha conosco. Ele sempre se coloca a nosso lado. Orienta-nos. Repreende-nos. Ele se preocupa com cada um de nós. A aparição de Cristo só se dá quando eles chegam à Galiléia (v. 36).
Cristo quer nos revelar da sua Glória e poder em meio as crises. Crises são oportunidades de vermos a manifestação do poder do Senhor. Nunca deixe de estar com o Senhor, mesmo em meio às grandes tormentas!
“Elevo meus olhos para os montes, de onde me vêm o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra”. Sl. 121:1-2








Matias






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