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domingo, outubro 19, 2008

15 de Outubro de 1882. Grandes Conquistas. Grandes desafios.

Quero trazer à nossa memória hoje uma data importante não só para o povo Batista do Brasil - mas para toda a comunidade evangélica brasileira – 15 de Outubro de 1882 – inauguração da Primeira Igreja Batista no Brasil em língua portuguesa, na cidade de Salvador BA.

Existem dois fatores um tanto quanto curiosos que marcam essa data memorável.
1- O fato da PIB do Brasil ser fundada numa cidade onde há muito tempo é conhecido e reverenciado no nosso país como a capital do candomblé e das manifestações semelhantes.
2- O nome da cidade: Salvador. O nome do estado: Bahia de todos os santos.

O trabalho pioneiro do Senhor através do povo batista em nosso país me faz relembrar a passagem bíblica narrativa à Barnabé e Saulo em Antioquia, descrita em Atos 11-19:26. Seu trabalho proeminente naquela foi uma característica que identificava a mensagem de Deus naquele lugar. O texto fala que, ao longo de um ano os dois preocupavam-se em pregar e ensinar a Palavra de Deus àquele povo. Ao longo desse ano de pregação e ensino da Palavra e Ensinamentos de Cristo, os discípulos foram conhecidos e chamados pela primeira vez de cristãos. É bom lembrar que a perseguição já havia começado e se estendia ao longo desses dias.

Existem algumas semelhanças desse texto com o pioneirismo batista em terras tupiniquins. Depois de muita perseguição e persuasão na pregação da Palavra de Deus em território brasileiro, a PIBB se estabelece em Salvador. Dois casais de missionários americanos, unindo-se a Antonio Teixeira de Albuquerque rumam para Bahia, onde em
15-10-1882, com cartas de transferência das igrejas em Santa Bárbara d'Oeste, organizaram a Primeira Igreja Batista em Salvador. Em um ano aquela igreja já contava com 70 membros.

As perseguições passaram a se intensificar cada vez mais, à medida que a Igreja Batista fazia seu papel de anunciadora da Palavra de Deus em nosso país. Numa ocasião, um caso especial excitou o público. Um homem negro, que vinha freqüentando regularmente os cultos, deixou de comparecer ao salão (local de cultos) por vários domingos. Quando a Igreja tentou descobrir o motivo foi informada de que ele era escravo, e seu Senhor o ameaçara de morte se ele retornasse às reuniões protestantes. Com uma atitude sui gene ri, a pequena igreja decidiu comprar o escravo e lhe deu liberdade. O homem, redimido duas vezes, maravilhou-se com a ocorrência nunca vista e, alegremente se uniu a irmandade.

Em 1884, o pequeno grupo da Bahia foi vítima de perseguição. No início do ano, quatro soldados que assistiam às reuniões protestantes foram presos. Também muitos “membros da igreja foram expulsos de sua casa e despedidos do emprego, porque haviam ousado seguir os ditames de sua própria consciência”. As principais perseguições, entretanto, ocorriam por ocasião de batismos ministrados pelos missionários. Os brasileiros não eram familiarizados com imersão, até por que por mais de 300 anos, desde a chegada dos jesuítas, em 1549, até o início da imigração dos americanos do Sul dos Estados Unidos, em 1866, o batismo cristão que se aplicava no Brasil era sempre feito por aspersão, tanto no meio católico como no meio protestante.

Ao longo dessa difícil e desafiadora história aqui, os batistas marcaram esta terra, deixando não apenas o inferno menos populoso, mas predominando-se como uma denominação eclesiástica séria e respeitada, que busca manter e seguir fielmente os preceitos de Cristo, registrados na Bíblia. Denota-se também, ao longo das décadas e da realização dos cultos públicos, uma liturgia sensata, abençoadora e contagiante. Outros pilares edificados ao passar dos anos são o preparo da liderança eclesiástica e o grande amor e sério cuidado pela obra missionária. Até porque foi justamente através da Junta Missionária de Richmond – EUA, que o trabalho batista se alastrou no Brasil.

No compasso comparatório, da mesma forma que o Evangelho tornava-se conhecido em Antioquia através da boca dos primeiros discípulos, tornava-se conhecidos ao longo de 1800 também no Brasil, através do trabalho batista.

Muitas perseguições. Muito sofrimento. Muita morte. Mas graças ao trabalho do Espírito Santo através da vida desses grandes homens de Deus, Jesus Cristo tornou-se conhecido, e muitas vidas foram livres de Satanás.

É tempo de re-abraçarmos este grande desafio e responsabilidade. Sabendo sempre que: “Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará, sem dúvida, com alegria, trazendo consigo os seus molhos” Salmos 126:6.


Pr. Marcello Matias
http://pibdosambe.blogspot.com

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