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sábado, junho 05, 2010

Afinal de contas, de quem é a glória?!



"A Igreja que fundei e abri e melhor do que a primeira de onde vim! A gloria será minha, a igreja é minha, eu sou o dono dela e ninguém me tira." (Bispo Roberto Damásio / Igreja Mundial Renovada):
Fonte: http://www.genizahvirtual.com/2010/06/igreja-mundial-renovada-pede-pra-sair.html

A história nos mostra igrejas que sempre tiveram em seu âmbito, o desejo de pregar simplesmente o “Simples Evangelho da Salvação”. Dentre elas: Batistas, Presbiterianas, Metodistas.

Mas é interessante notar como surgem “ministérios hoje dos mais diversos”. Igrejas que tem donos variados. E tem ministério pra todo o gosto. Tem pra todo tipo. Como se fosse um grande supermercado, onde as pessoas desfilam observando as prateleiras, em sua gama de variedades, escolhendo aquela que satisfaça seus desejos egoístas.

Lembrando do que Jesus fez no templo, em Mat. 21:12; quando entra pelo pátio derrubando as bancas e expulsando os “ladrões”, fico pensando no que ele faria (ou fará) hoje. Vendem-se curas, milagres, são “promoções” das mais variadas, existem até “shows, espetáculos, e até mesmo, acreditem, Feirões de Milagres”, cujo intuito e objetivo é ludibriar, enganar as pessoas que estão carentes, necessitadas, mas que não conseguem ver em Deus nada além do que um “prestador de serviços”.

Os templos hoje têm recebido mais “clientes” do que “servos”. Isso graças à cultura de banalização da graça e do poder de Deus.

Qual o sentido então das palavras de Jesus, se cada igreja que abre hoje tem um dono? “... edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela...” Mat. 21:16

Igreja não é pessoa jurídica no âmbito espiritual. Jesus não tem e não quer sócios. Muito menos está oferecendo franquias.

A igreja de Cristo é para aqueles que, acima de tudo, desejam servi-lo com singeleza e simplicidade de coração. A transformação é muito maior do que física ou material. A prosperidade não está atrelada à dinheiro, dentro da Igreja de Cristo.

A igreja de Cristo é para aqueles que desejam adorá-lo em espírito e em verdade. O pastor, ou líder, é um mero, ministro (que no seu original, quer dizer servo, escravo). Ele não tem nada. Não faz nada. Tudo que cuida é do seu Senhor. Tudo que faz é obedecer a ordem de seu Senhor. As palavras de Davi em II Crônicas 29:10 são exatamente estas:

“Bendito és tu, SENHOR Deus de Israel, nosso pai, de eternidade em eternidade. Tua é, SENHOR, a magnificência, e o poder, e a honra, e a vitória, e a majestade; porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu é, SENHOR, o reino, e tu te exaltaste por cabeça sobre todos. E riquezas e glória vêm de diante de ti, e tu dominas sobre tudo, e na tua mão há força e poder; e na tua mão está o engrandecer e o dar força a tudo. Agora, pois, ó Deus nosso, graças te damos, e louvamos o nome da tua glória. Porque quem sou eu, e quem é o meu povo, para que pudéssemos oferecer voluntariamente coisas semelhantes? Porque tudo vem de ti, e do que é teu to damos”.

A igreja é do Senhor. A glória é Dele. O poder é Dele. O louvor é Dele.

“Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém.” Rom. 11:36
“Glória e majestade estão ante a sua face, força e formosura no seu santuário”. Sl. 96:6

A batalha é constante.

“Mas esmurro meu corpo e o soco, reduzindo-o a escravidão, para que, tendo eu pregado a outros, eu mesmo não seja reprovado” I Cor. 9:27

Nessa vida de crente há 20 anos já passei por muita coisa. Converti-me com 9 anos, solicitei meu batismo aos 10 anos... Hoje tenho 29. Conheci cedo a Jesus e o prazer de servi-lo. Mas descobri também o quão difícil é segui-lo. Não é fácil ser adolescente crente. Não é fácil ser jovem crente. As tentações do mundo, a própria natureza do homem, tudo isso gera uma batalha constante. Hoje, já há 3 anos consagrado ao ministério da Palavra, depois de 4 anos de seminário, as lutas continuam. E vão continuar sempre. E amém por isso.
Paulo, em um relato singular, fala de uma batalha diária e pessoal. Uma guerra pra viver diariamente aquilo que pregava. O texto diz que “esmurro e soco meu corpo”, dando a impressão certa de uma briga intensa contra sua própria natureza pecaminosa. De fato, essa batalha não ocorre só com líderes (pastores), mas ocorre na vida de todo o crente. O problema é que, muita das vezes, não queremos lutar. Entregamos-nos, cedemos, abrimos concessões, e o pecado toma o lugar.
A batalha é real e intensa. Foi por isso que Jesus disse a Pedro e aos outros: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.” Jesus falava sobre a importância da comunhão com Deus para sucesso em meio às lutas da vida. Ele havia orado por horas, mas percebeu que os discípulos não puderam o aguardar acordados. Em outras palavras, Jesus disse que a oração é uma das armas principais na luta contra a nossa natureza de pecado. A outra arma é a Palavra de Deus.
Aos efésios, Paulo fala da Armadura de Deus para a batalha contra o pecado. O capítulo 6 traz os componentes da mesma. Devemos estar preparados para lutarmos contra o pecado, num pleito que é diário.
Nosso testemunho é tão importante quanto aquilo que pregamos. É imprescindível atentarmos para esse fato. É verdade que nem sempre acertamos. Mas precisamos tomar as palavras de Paulo para nós, aplicando-as em nossa vida. “... esmurro meu corpo e o soco, reduzindo-o a escravidão...”
Como numa guerra, Pedro disse que “... o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar...”. Precisamos sempre vigiar e cuidar, para que sejamos verdadeiramente obreiros aprovados. E para isso, Deus está conosco.

“Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.” II Tim. 2:15

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