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sexta-feira, setembro 24, 2010

VIDA FORA DO TEMPLO...

Antônio Carlos Costa
Acabou o culto, todos retiram-se para as suas casas, deixando para trás o templo, a fim de enfrentarem mais uma semana. Sob que perspectiva deve ser vista essa quantidade de tempo gasto com o mundo?

1. O exercício da vocação profissional deve ser visto como tão santo quanto o tempo dedicado à igreja. Trabalho não é tempo desperdiçado com o "mundo". É oportunidade de servir ao próximo, enriquecer a vida da sociedade e glorificar a Deus. Imagine a vida da igreja num mundo sem professores, faxineiros, médicos, advogados etc. Todos os recursos por meio dos quais templos são erigidos, missionários sustentados e contas da igreja pagas, são provenientes do trabalho duro de pessoas cuja atividade profissional, muitas vezes, é pela igreja rotulada de profana e menos sagrada do que o trabalho do pastor.

2. A luta pela justiça social -deve ser vista como consequencia natural- de uma pregação que conduz o ser humano a harmonizar ética privada com espírito público. Cristianismo não se resume a preocupação com tabaco, álcool e pornografia. É também angústia santa face à condição dos que sofrem abuso de poder, têm seus direitos violados, são ignorados pelo Estado. Todo aquele que foi tangido na alma pelo evangelho de Cristo, ama a Deus e a tudo o que Deus ama. Isso significa amar filho, cônjuge, pai, mãe. Significa também amar o pobre, o preso, o explorado.

3. A atividade profissional exercida com excelência e o compromisso pessoal com uma sociedade mais justa devem ser vistos como meios de proclamação do evangelho. Ambas as coisas devem ser feitas por motivo de consciência, mas quem as pratica, deve saber que, será sempre respeitado por aqueles que o observam.

A razão de destacar essas verdades, deve-se ao fato de que -pessoas estão sendo ensinadas nas nossas igrejas- a viverem tão somente para a manutenção da estrutura eclesiástica, verem como desperdício de vida o tempo gasto no trabalho, crerem que só encontrarão sentido para viver caso se dediquem exclusivamente à igreja, satisfazerem-se com um cristianismo que não forma homens de espírito público e pensarem que é possível a mensagem evangelística ser ouvida, quando somos péssimos profissionais, e revelamos alienação face à bárbarie, o desmando e a incompetência dos orgãos públicos.

Há uma vida a ser vivida do lado de fora da igreja. Seus desafios são tamanhos para o verdadeiro crente, que este anseia pelo retorno ao templo, a fim de ser renovado espiritualmente, visando levar novamente o Reino de Deus para locais onde imperam a injustiça e morte.


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quinta-feira, setembro 23, 2010

A Pro$peridade dos Apó$tolo$ Moderno$

Por Renato Vargens
Acredita-se que no mundo existam cerca de 10 mil “apóstolos”. Na verdade, nunca se viu tantos apóstolos como neste inicio de século. Em cada canto, em cada esquina, em cada birosca encontramos alguém reivindicando o direito de ser chamado de apóstolo. Junta-se a isso, o fato de que com o surgimento deste tipo de "ministério" surge a reboque o aparecimento de inúmeras heresias. Isto sem falar  é claro, na ênfase que estes profeteiros dão ao dinheiro. Veja por exemplo o apóstolo Silvio Ribeiro de Porto Alegre, que usa no cinto da calça.Pois é, sinceramente confesso que eu gostaria de saber porque o "apóstolo" Silvio usa um $ no cinto da calça! Será que é um tipo de decreto espiritual para atrair riquezas e prosperidade? Ou será tipo de "mandinga gospel"?

Fico a pensar como seria se Pedro, Paulo e Tiago e os demais apóstolos vivessem entre os "apóstolos" do século XXI. Possivelmente seriam estigmatizados, desqualificados e repudiados por sua incapacidade em realizar ou decretar atos sobrenaturais de fé, como também confrontados pelos profetas da confissão positiva pelo fato de terem fracassado financeiramente. 

Caro amigo, por favor, pare, pense e responda: Por acaso eram os apóstolos ricos? Possuíam eles as riquezas deste mundo? Advogaram o ensino de que todo discipulo de Cristo deve ser rico? Ora, se fosse realmente verdade o que ouvimos e lemos dos bispos, apóstolos, paipostolos e mercadores da fé que Deus quer que os seus filhos tenham sucesso e riquezas, então porque Ele não fez que Jesus nascesse numa família extremamente rica? Porque então Ele não escolheu doze apóstolos milionários, ou pelo menos não lhes conferiu riquezas? Não seria muito mais fácil conquistar o mundo assim?

Prezado leitor, vamos combinar uma coisa? Os apóstolos modernos fundamentam suas doutrinas em pressupostos absolutamente anti-bliblicos. Para justificarem seus gastos pomposos, afirmam que Jesus era rico, que suas roupas eram nobres, que o burrinho usado na entrada de Jerusalém era novo, e que tinha muito dinheiro na bolsa do tesoureiro.

Infelizmente diferentemente dos apóstolos do primeiro século estes falsos profetas gloriam-se de suas megas igrejas, de suas riquezas, sucessos e popularidade. Lamentavelmente essa corja religiosa se comporta como celebridades desfilando por esse "Brasil de meu Deus" com seus carros blindados, cercados de seguranças, pregando um evangelho absolutamente mercantilista.

Pois é meus amados irmãos, dias complicados os nossos! Diante do exposto acredito piamente que os conceitos pregados pelos reformadores precisam ser resgatados e proclamados a quantos pudermos. Sem sombra de dúvidas necessitamos desesperadamente de uma nova reforma, por que caso contrário a vaca vai para o brejo.

Soli Deo Gloria, 


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