Google-Translate-ChineseGoogle-Translate-Portuguese to FrenchGoogle-Translate-Portuguese to GermanGoogle-Translate-Portuguese to ItalianGoogle-Translate-Portuguese to JapaneseGoogle-Translate-Portuguese to EnglishGoogle-Translate-Portuguese to RussianGoogle-Translate-Portuguese to Spanish

sexta-feira, outubro 01, 2010

Mulher de pastor: Que bicho é esse?!

Nancy Dusilek, viúva do pastor batista Darci Dusilek, certa vez escreveu um livro interessante: A mulher sem nome. Nele, ela relata todo o universo da mulher do pastor, tudo o que ela sofre, o que passa, as alegrias e as tristezas.

Alex Smallbone é um personagem de TV. No programa britânico Rev, que mostra com bastante humor a rotina de um vigário anglicano (a definição de pastor / padre depende de que lado do anglicanismo olhamos, se evangélico, liberal ou anglo-católico), Adam Smallbone, e seu relacionamento “comum” com sua esposa advogada que ganha bem mais que ele.

Realmente, a vida da mulher de pastor é complicada. Até mesmo mais que a vida do pastor. Ela sofre com ele e por ele. Fica magoada com os comentários maldosos das “irmãzinhas” – afinal, estão falando é do marido dela! Segura a onda do marido, que toma bordoada por causa do ministério. Não pode esmorecer com ele, senão a casa cai – literalmente. Além disso, tem que ajudar na educação dos filhos, na rotina da casa... e isso tudo, na maior parte das vezes, sem reconhecimento da igreja. É uma mulher sem nome.

Como vivemos em uma sociedade capitalista, há aquelas esposas de pastor que trabalham fora para ajudar no orçamento – é verdade, existem pastores mal pagos, e eles são maioria! Infelizmente, como disse um professor meu, somos iluministas em um mundo pós-moderno, e as igrejas, ou parte delas, não aprendeu a ver a esposa do pastor como uma pessoa independente, que trabalha, estuda, vive a vida. Grande parte das igrejas ainda está sob o paradigma da mulher sem nome: a mulher do pastor deve estar sempre linda, cheirosa, bem-arrumada, os filhos calmos e tranqüilos ao seu lado, enquanto o marido prega. Isso se ela não tiver que reger o coral ou tocar piano... Se a esposa ganha mais que o pastor, então, pode dar até problema na condução da igreja, por causa dos falatórios que podem surgir de gente pronta a fofocar e indisposta a ajudar!

Mas, aos poucos, a coisa está mudando. A esposa de um colega conhecido meu resolveu colocar silicone nos seios – e não houve quem quisesse jogá-la na fogueira da Santa Inquisição gospel. Várias esposas de colegas meus estão buscando profissionalização através de cursos superiores, estágios, concursos, empregos formais. Minha esposa mesmo faz pedagogia, enquanto cuido das nossas filhas nos seus dias de aula.
Mas ainda há muito ao que mudar. Assim como a igreja evangélica, parada no tempo, não sabe como lidar com um pastor humano, feito de carne e osso, também não sabe como lidar com a família do pastor. Daí vive grande paradoxo: a família é um valor basilar da igreja, mas a família do pastor sempre é a primeira a ser atacada com fofocas e maledicências.

A mulher do pastor, enfim, também exerce ministério pastoral. Mas ela pastoreia o marido, nas horas de tempestades, e os filhos, juntamente com o marido. Um conselho que dou às irmãs já esposas de pastores, e aquelas que pensam em ser: vivam a vida conjugal com o seu marido, e não com a igreja. Afinal, a cama agüenta o peso de duas pessoas, não de 50, 100. Você se casou com um homem, não com uma instituição. Antes de ser pastor da igreja – e, por conseguinte, também seu – ele é o homem que você escolheu para envelhecer junto. Isso é muito mais importante que cargos, nomeações, posições sociais.

Digão.

Leia Mais em: GENIZAH!

LEVANTE A CABEÇA

No texto citado, Jesus declara que “o profeta não tem honra (ou valor) na sua terra, entre os seus”. A adaptação do mundo diz que “santo de casa não faz milagre”. Reportando-me a incrível afirmação de Jesus, percebo que não só Ele, mas também Elias, Eliseu, dentre outros grandes homens da Bíblia, não tinha tanta importância no meio dos seus. No meio dos nossos, quase sempre somos subvalorizados. Talvez por já ser conhecido, por aparentemente não oferecer nada de “novo”.

O que é novo é efêmero. A única novidade que não é efêmera “são as boas novas de salvação”, o evangelho de Cristo; que é novo sempre. Fora isso, tudo passa. Mas ainda sim tendemos a nos apegar ao novo, ao moderno. Fantasiamos; sonhamos; hipervalorizamos,... Porém ainda sim, acabando a novidade, nos desapegamos fácil. Isso fica caracterizado de forma clara quando percebemos a forma como tratamos nossos idosos no Brasil. Esquecemos que o novo é transitório.

Acredito que foi exatamente isso que aconteceu com Jesus, e nos exemplos de Elias e Eliseu, que Ele mesmo citou. Já eram conhecidos, não havia nenhuma nova expectativa no coração dos seus. Nos dois casos que Jesus cita muito provavelmente eles já eram conhecidos não só pelas suas virtudes, mas também pelos seus defeitos.

Aplicando à nossa realidade, acontece quase sempre o mesmo. E é por isso que a nossa busca deve ser de “agradar a Deus” e não aos homens (Efésios 6:6; Colos. 3:22; Rom. 8:8; Gal. 1:10; I Tess. 2:4; Colos. 1:10). Isso muita das vezes toma nosso tempo.

Precisamos ter em vista alguns pontos, olhando para esse texto do Evangelho.
I – Jesus sabia quem era. Não precisava do reconhecimento dos outros para autoafirmar-se;
II – Jesus não se fragiliza, nem se deixa abater com as críticas. Mantêm-se firme.
III – Jesus sabia qual era a sua missão. A falta de reconhecimento dos de Nazaré não permitiu que Ele perdesse o foco. Pelo contrário. Ele passa de cabeça erguida no meio deles. Não como sinal de soberba. Mas como quem tinha a plena ciência de qual o propósito real de sua vida.

Amados, em dias de crítica, humilhação ou perseguição, não permita que a soberba invada seu coração. Mas ainda sim se valorize. Ame a você mesmo. Tenha sempre claro quem você é. Não espere o reconhecimento dos outros. Não se deixe abater com as críticas, mas use-as a seu favor.

Saiba sempre ou pelo menos tente saber qual a vontade de Deus pra sua vida. Esse deve ser o seu propósito, seu projeto de vida. De cabeça erguida, olhe apenas pra Jesus, autor e consumador de sua fé.

Tenho aprendido que “as pessoas enxergam em nós aquilo que achamos de nós mesmos”.
Levante-se e prossiga para o seu alvo, para o premio de sua soberana vocação.
E glórias a Ele.

Marcello Matias, pastor.

ShareThis