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quinta-feira, agosto 05, 2010

Em Busca de Tesouros – Mateus 6:19

Todos nós sonhamos com uma vida melhor. Isso não é pecado. Pelo contrário, querer progredir, crescer, prosperar financeira... De fato, a Bíblia nos ensina a buscar nosso crescimento pessoal e profissional através do trabalho. (Ver Provérbios 6:6)



No texto que acabamos de ler, Jesus em um momento anterior havia ensinado os seus discípulos a orar, dando o exemplo da oração do Pai Nosso... E uma das coisas que fica clara nesse modelo, são o reconhecimento da soberania de Deus e nossa total dependência Dele. (... seja feita Sua Vontade assim na terra como nos céus, o pão nosso de cada dia nos dá hoje...)

Assim fica mais fácil entender o texto que lemos. Jesus não está pregando contra aqueles que têm mais posses financeiras, ou mesmo contra aqueles que a buscam. Ele está alertando exatamente para as nossas prioridades. E o que é mais importante pra você? O que tem pra você valor de tesouro? O que você busca mais? O que você mais almeja na sua vida?

O verso 10 curiosamente, em várias versões, traz o pronome pessoal na 3ª pessoa “para vocês” ou “para vós”... Fiquei me indagando o porquê disso, por que o verso pode existir sem essa citação. A questão é, que, onde há ganância, geralmente há egoísmo. Jesus estava falando exatamente a essas pessoas que se preocupavam em acumular bens na Terra e se esqueciam de sua vida espiritual.

Outra linha de pensamento para essa citação, digamos, redundante é sobre a questão da posteridade. Até mesmo aquilo que deixamos para nossos descendentes não deve se resumir apenas ao material, efêmero. Mas acima de tudo, nosso legado tem que ser moral, eterno.

Jesus então nos conclama a cuidar daquilo que está além do físico, tangível. A proposta de Jesus é: “Ajuntem para vocês tesouros nos céus”. Preocupamos-nos tanto com determinadas coisas e subvalorizamos outras. Damos importância demasiada ao que é fútil e menosprezamos aquilo que é realmente significativo, importante.

Segundo Jesus, devemos buscar tesouros:


Celestiais: Tudo aquilo que construímos tem importância, mas não vai conosco após nossa morte. Devemos entender que tesouros celestiais devem ser buscados ao longo da nossa vida. Investimos tanto na nossa vida terrena e esquecemos-nos de investir na nossa vida eterna. Vivemos como se tudo terminasse no momento de nossa morte física, mas é engano. Podemos dizer que a vida sem Cristo é um sinal de falta total de investimento espiritual.



Eternos: Jesus disse que: “Nem a traça e a ferrugem corroem”. Devemos buscar tesouros que não se perdem com o tempo. Lembro do meu avô, que, depois de falecido, descobriram-se em uma mala suas inúmeras quantias em dinheiro, só que já havia perdido seu valor devido ao tempo... Fiquei imaginando o quanto ele se esforçou pra guardar todos aqueles valores. Ajuntemos então tesouros eternos, que não podem ser perdidos e roubados.


Inestimáveis: Existem tesouros verdadeiramente inestimáveis. Família, Filhos, esposa (o)... Existem tesouros que devem ser valorizados, pois são inestimáveis. O grande problema; repito, é que valorizamos coisas fúteis e subvalorizamos o importante. Fico imaginando o quanto Deus teve de abrir mão daquilo que era tão importante pra ele: Seu Filho Jesus. Tudo isso porque pra Deus, somos tesouros inestimáveis. Precisamos valorizar aquilo que é importante, que realmente tem valor.

Jesus disse que, onde estiver o seu tesouro, ali estará também o seu coração. Cuide do seu tesouro. Mas cuide daquilo que realmente é tesouro. Valorize os tesouros que Deus tem te dado.


Pr. Marcello Matias.




terça-feira, agosto 03, 2010

Louvado seja eu!

Faz muito tempo que Deus não é louvado na igreja brasileira. A esmagadora maioria dos "hinos" cantados são focados única e exclusivamente no homem, em seus anseios mais infantis, em seus delírios consumistas. No reinado da mesmice musical, as frases, os determinismos, sempre giram em torno dessa autoajuda empobrecida que se alastrou pelas igrejas. Os novos mantras da musicalidade e(vã)gélica invasiva dos cultos, não tratam Deus como Deus, mas como um serviçal sagrado, cada vez mais vítima dos desmandos de uma gente mandona!

Não suporto mais a coreografia gospel do: "vire para o seu irmão e profetize!"; "dá glória!"; "determine!" Estive observando a repetitividade das frases de efeito: "Você é um campeão" (campeã das frases). "Você nasceu pra vencer" (agora, se dez pessoas estiverem orando por uma vaga de emprego, nove serão perdedores, né?). "Você nasceu pra brilhar"; "Você é uma estrela"; "Seus inimigos não vão morrer enquanto você não for exaltado na terra!" (essa é a teologia Bin Ladeniana, onde o que importa não é vencer, mas sim humilhar os que perderam).

Não suporto mais o culto invasivo. Quero ter o direito de ficar sentado. Quero poder estar triste no culto! Quero ter o direito de não cantar. Não preciso ficar em pé, abraçar o indivíduo ao meu lado ou levantar a mão para que todos saibam que estou cultuando, ou que sou vitorioso. Não preciso provar nada pra ninguém! E tem mais: se o culto é pra Deus, somente Ele pode julgá-lo bom ou ruim, e não os tais "ministros de louvor".

Isso sem falar no choro sem lágrima, a nova modalidade de "quebrantamento" utilizada pelos gurus musicais das igrejas. Aquela ladainha melosa, misturada a uma fungadinha aqui outra lá. Gente passando o lenço no rosto pra enxugar lágrimas tão falsas quanto seu ministério. Enquanto isso Deus chora - e com muitas lágrimas - por ver ao que reduzimos o louvor ao seu nome. Ele sofre pela tragédia musical da atualidade.

O homem contemporâneo tornou-se o deus de seu próprio louvor. Quando isso acontece, biblicamente só há um nome: idolatria!

Por essas e outras é que ainda amo o louvor do silêncio...

Alan Brizotti


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